
Ainda Josie Dew
Benvindos a todos os que partilham connosco esta alimentação, este vício de ler, esta vontade de absorver tanto do que há por ser lido... Aqui ficam algumas opiniões informais de paginóvoras não especializadas! Bom Apetite...




Miguel Torga
John Darnton – O Pecado de Darwin

Eu Amava-a - Anna Gavalda
Anna Gavalda é uma jornalista francesa com vários livros publicados. Apesar da capa causar alguma repulsa, posso dizer que gostei. Porém, não é nenhuma obra-prima, nem um livro a recordar. É um livro honesto, simples, sobre a natureza humana, em que uma esposa traída conversa com um sogro compreensivo e casmurro. Lê-se num ápice, e num ápice nos solidarizamos com as duas personagens, apenas porque são humanas e o aceitam, entendendo os erros do passado no respectivo contexto. Um livro de confissões e emoções, um pouco de ar fresco sentimental num mundo de tabus quanto a evidências demasiado simples - as características emocionais do ser humano.



As Velas Ardem Até ao Fim - Sándor Márai
É uma história sobre a amizade entre dois homens, num cenário aristocrata de uma Europa central dos princípios do séc. XX. A narração é muito tranquila, a escrita silenciosa e bela como os espaços que imaginamos o são. A amizade decorre entre dois homens, um rico de ascendência e um outro pobre, mas ambos dependentes na sua existência. O que se destaca é que a grandeza do ser se encontra no homem rico, contrariando o esperado já que o outro é um artista . Há um triângulo amoroso que só no final se vislumbra, já que os dois homens esperam 40 anos e sobrevivem para se confrontarem com o segredo antes não partilhado. Deslumbrante…
Kivi

Harry Potter and the Deathly Hallows - J. K. Rowling
E assim terminou a história, uma só história repartida em 7 livros com 7 emocionantes capítulos finais. Certamente que a história só poderia terminar bem, deste modo todos os mistérios são desvendados e Harry terá de superar a maior prova que um ser humano pode enfrentar.
Descobre-se que afinal que algumas personagens do lado dos Death Eaters têm a sua desculpa, e que algumas personagens que pareciam imaculadas afinal tinham as suas fraquezas. A escritora manipula o leitor de modo a que este nem saiba mais em que acreditar, só se sabendo a verdade dos factos no final. Surgem algumas mortes inevitáveis dos apoiantes de Harry Potter, mas nenhuma delas leva ao vazio como aconteceu com Sirius e Dumbledore, tornando assim o livro menos depressivo que os anteriores. Até a meio do livro, tudo parece correr mal e nada leva a crer que existe um final aceitável. Só após se inicia a sequência de acontecimentos que irá culminar no esperado encontro final entre “He Who Must Not Be Named” e “The Boy Who Lived”. É impossível não se ficar entusiasmado com uma história que apresenta todos os ingredientes para deixar qualquer adulto obcecado em chegar ao final. É impossível pensar sequer que a saga Harry Potter deva ser afastada das crianças, uma vez que nada melhor para as aproximar do universo literário e principalmente pelos valores de honra e família que a obra incute. E porque a morte não deve ser um tabu.



The Surrogates
Everyman – Philip Roth
Youth - J. M. Coetzee
O milagre do equilíbrio – Lucía Extebarria – Dom Quixote (Prémio Planeta)